Judiou-me como não deveria judiar.Quebrou meu sentir como não deveria quebrar.
A ferida lateja lágrimas surradas de conquistas em vão, de infelicidades e vagabundas alegrias.
Pulsa, em meu peito, o rancor de sua deixa, inda que sua presença sufoque minha harmonia, prefiro a morte a ter outra alma a alimentar.
Se, por mera hipótese, eu não te ter até meu último suspiro, o significado que estipulei por toda minha existência simplificará num desejo vencido de um poeta fracassado.
E se, de minha cova eu ainda não habite, implica que meu esforço por sua vida fulmina à brisa de torpores que nos entrelaça.
Meu bem, vou perder-me um pouco, se interessas em vir para onde acredito que seja seu lugar, saiba que terás, de teu amado, tudo que sua essência consiste e em meu ser, enfim intríseco ao seu, toda a minha milagrosa labuta, transfigurar-se-há em nosso lindo universo.
Diário de um poeta vencido - R.
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